Como criar uma cultura organizacional sustentável?

Cada vez mais o esforço por conseguir uma empresa alinhada internamente, e forte contra a concorrência, tem se espalhado entre as marcas do mercado. A melhor maneira de conseguir isso é por meio de uma cultura organizacional bem definida.

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Também conhecida como cultura corporativa ou empresarial, essa estratégia fundamental tem se disseminado crescentemente no Brasil, independente do tamanho ou estágio de evolução dos empresários que buscam por tais alternativas.

Embora não tenha todos os traços de uma cultura no sentido acadêmico ou sociológico do termo, a cultura organizacional definirá, sem sombra de dúvida, a postura e os valores de muitos funcionários.

Lembrando que se for bem definida, ela também vai determinar ou, ao menos, influenciar no desempenho de todos os tipos de colaboradores, desde os mais operacionais até os mais estratégicos, o que é dizer, da recepcionista até o diretor executivo.

Por isso mesmo é preciso definir bem, e logo no começo, qual é a cultura da marca que pretende se colocar no mercado.

Também assim, essa estratégia ou metodologia vai além dos famosos “Missão, visão e valores”. Justamente porque esses três pilares acabaram se banalizando, e raramente interferem de fato na identidade de uma marca.

Realmente, uma marca não precisa se posicionar apenas diante do mercado e da concorrência, em termos de marketing e publicidade, mas também internamente, em termos de endomarketing e da relação entre cada um dos colaboradores.

Por isso mesmo, nem sempre é fácil definir quais os valores, hábitos e crenças que todos os membros de cada equipe deverão ter e praticar no dia a dia.

O que se sabe hoje é que uma marca não pode vender apenas uma solução, no sentido frio e antigo do termo, mas precisa vender um sonho, um produto ou serviço que leve consigo uma filosofia bem formulada.

Igualmente, para ter funcionários satisfeitos, não basta que ela pague bem ou forneça os benefícios obrigatórios de alimentação e condução. 

É preciso que ela proporcione bem-estar, motivação e até saúde emocional e mental.

Se você quer entender como a cultura pode ajudar uma empresa de qualquer tamanho a amarrar todas essas pontas, e conseguir o engajamento dos funcionários junto com a excelência da solução prestada, siga conosco até o fim da leitura.

Os 04 tipos universais de cultura organizacional

Acima já vimos quais são os traços principais de uma cultura organizacional, bem como as vantagens e benefícios que uma cultura dessas pode trazer a uma marca ou empresa.

Mas, é preciso ter em mente quais são os principais tipos de cultural existentes, lembrando que eles são universais e podem ser encontrados, por exemplo, tanto em uma indústria primária quanto em uma distribuidora de sorvete gourmet.

A classificação tradicional se dá nos seguintes moldes:

  • Cultura de poder;
  • Cultura de papéis;
  • Cultura de tarefas;
  • Cultura de pessoas.

Quando o foco de tudo é o poder o talento individual não consegue se realizar, e mesmo que o faça o reconhecimento pode não vir, pois os líderes concentram tudo em si mesmos e a recompensa depende da simpatia que eles tenham com o funcionário.

Igualmente, quando a preocupação recai sobre os papéis e a nomenclatura de cada um, falta espaço para criatividade e inovação, o que torna a marca engessada. 

Essa verticalização acaba prejudicando o médio e longo prazo da empresa.

Na cultura de tarefas o foco são os resultados, e isso já oxigena bastante as equipes e relação humana. 

Em uma loja de venda de extintor, por exemplo, um bom consultor pode se tornar coordenador, depois gerente, e daí em diante, pois o que importa é o resultado.

Quando o foco é a gestão de pessoas e talentos o foco recai na própria retenção dos melhores e na formação de líderes cada vez mais engajados.

Naturalmente, a cultura de pessoas é o modelo ideal para qualquer marca.

Como identificar os vícios de uma cultura negativa?

O fortalecimento de uma cultura organizacional pode passar pela etapa da identificação de problemas principais que talvez já estejam ocorrendo.

Isso quer dizer que o ideal é que uma empresa defina sua cultura o quanto antes, contudo, ainda é possível corrigir o problema no decorrer da história da empresa.

Certamente, grandes indústrias como as do setor de metalurgia, fabricação de extintor para carros e demais setores de engenharia civil, teriam mais dificuldades para reverter um quadro daquilo que se convencionou chamar “cultura empresarial tóxica”.

Porém, em qualquer caso é possível perceber certos indícios e recomeçar um bom trabalho de liderança e renovação do ambiente. O principal indício é o das fofocas, maledicências e reclamações paralelas.

De fato, todo indicador de falta de comunicação sinaliza um problema grave, pois quando as pessoas deixam de acreditar na liderança e de se expressar, elas desacreditam também no processo e na rotina, comprometendo a qualidade do trabalho diário.

É com isso que costuma vir a desmotivação, bem como os jogos de poder para ver quem conseguirá se manter firme em meio à confusão e às intrigas.

Também é possível que a liderança de personalidades controladoras é que esteja causando o desconforto geral e as queixas paralelas.

Não é preciso dizer que pessoas assim viciam um ambiente e tornam valores fundamentais quase impossíveis, tais como a criatividade e a inovação. 

Em muitos casos o problema pode se estender a ponto de impactar não apenas funcionários, mas também clientes.

Em todo caso, existe um sinal de alerta que ainda pode dar uma chance aos gestores bem intencionados para que eles percebam o problema antes de ele se tornar irreversível.

Trata-se das taxas de turnover da empresa. Se esta lida com um serviço simples e de alta demanda, como serviço de entrega encomenda, não faz sentido que os funcionários entrem e saiam o tempo todo, sem muita consideração ou envolvimento.

Um modo de ter certeza se o problema reside no processo, nas pessoas ou em qualquer outra questão, é redobrando a atenção nas entrevistas de desligamento.

Ali é possível apurar em detalhes o verdadeiro motivo do descontentamento geral.

A importância do foco no material humano

Também existem traços principais que indicam positivamente que uma determinada cultura organizacional está indo bem, e tende a atingir seu êxito.

Toda empresa tem uma missão, que consiste em provar ao mercado que sua proposta de solução (seja a de um produto ou de um serviço) merece a atenção do público. Ou mesmo provar que se trata de algo melhor que a concorrência.

Por exemplo, uma nova marca de biquíni de crochê branco pode querer convencer a clientela de que ela é melhor do que todas as demais marcas de biquínis. Em todo caso, focar diretamente nos resultados nem sempre é a melhor opção.

A verdade é que são as pessoas que farão o resultado ser ou não ser atingido. Por isso, o foco deve recair sobre os membros de cada equipe. Lembrando que líderes mais humanos e de bom caráter irão atrair e reter colaboradores semelhantes a ele.

Por isso mesmo, tal esforço se inicia no próprio processo de seleção e recrutamento. Isso é ainda mais verdadeiro quando a empresa lida com exames toxicológicos e atividades que exigem, por sua própria natureza, um perfil mais íntegro e mais ético.

Também o plano de carreira e os demais fatores de endomarketing sinalizam que a empresa vai em uma direção boa, pois somente esse tipo de estratégia pode atrair o melhor material humano que existe no mercado.

Por isso tais fatores estão tão intimamente ligados a uma boa cultura organizacional.

A solução, a marca e a qualidade de vida geral

O sonho de toda empresa é conseguir manter sua marca sustentável e escalável, ou seja, forte em suas bases, e capaz de crescer de maneira consistente e duradoura.

Nada pode impactar tão diretamente nesse propósito quanto a cultura que os sócios, fundadores e donos em geral imprimem sobre os membros da liderança, e estes, por sua vez, sobre os colaboradores mais operacionais.

Assim é que uma empresa de brindes, chaveiro para carros e lembrancinhas pode começar como um boxe em uma galeria e tornar-se a líder do seu mercado, espalhando unidades por todo o país em que atua.

O benefício disso tudo é que com o engajamento geral da equipe não apenas a qualidade da solução prestada irá melhorar, como o próprio convívio entre as pessoas será cada vez mais harmonioso e coerente.

Da mesma forma, o bom relacionamento impactará também nas próprias finanças, fazendo com que haja menos gasto de recrutamento e menos tempo perdido com questões trabalhistas.

Com a popularização desse formato de trabalho, há empresas que propõe formatos cada vez mais inovadores de qualidade de vida e bem-estar nas horas vagas.

Além dos benefícios comuns, hoje um funcionário pode ter acesso a academias de ginástica, estádios de esporte, acampamentos familiares e até diversões mais radicais como viagem de balão, arvorismo e demais ações de contato com a natureza.

Em todos esses casos, o que vemos é como uma cultura organizacional apoiada na gestão de talentos e na valorização das pessoas também traz resultados incríveis para a qualidade do produto e o fortalecimento da marca.Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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